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Inteligência Emocional: o que é e como está a sua?

INTELIGENCIA-EMOCIONAL
Escrito por CEFIS

Já reparou que nem sempre o aluno mais estudioso é o que tira as melhores notas? Ou então que o funcionário mais dedicado nem sempre é aquele que recebe a promoção? Pois é… Isso está diretamente relacionado a inteligência emocional.

Saber lidar com suas próprias emoções e com as emoções daqueles que o cercam é difícil, mas ao fazer isso, há uma melhoria muito grande não apenas em sua vida profissional como também na pessoal.

A Inteligência Emocional tem como pilares as seguintes habilidades:

  • Autoconsciência;
  • Autogestão;
  • Automotivação;
  • Empatia;
  • Habilidades Sociais.

Quer saber qual é a aplicação disto e como ela pode realmente fazer diferença na sua vida profissional? Então continue a leitura!

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Inteligência Emocional: o que é? Porque precisamos dela?

A Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBIE) a define como a capacidade de um indivíduo administrar as próprias emoções e usá-las para seu favor, a fim de compreender as emoções das outras pessoas, de modo que possa construir relações saudáveis e fazer escolhas conscientes.

Vale ressaltar, no entanto, que nem todas as nossas escolhas e decisões diárias são conscientes e bem pensadas – muitas delas advém de “respostas automáticas”, ativadas por gatilhos, que nos fazem agir meio que sem pensar.

Emoção: o que é?

As emoções são importantes não apenas no âmbito pessoal como também no interpessoal, pois tratam dos nossos aprendizados e impulsos.

Em síntese, nosso cérebro produz certos programas neurais como forma de sobrevivência, com a finalidade de gestão da vida e resolução de problemas de forma rápida (com gasto mínimo de energia).

Mas não se pode afirmar que estamos plenamente conscientes de todas as respostas que damos aos estímulos internos e externos que nos influenciam no dia a dia. E nossas decisões não são, ao contrário do que muitos pensam, todas baseadas em processos cognitivos conscientes.

Um exemplo disso é uma criança que coloca o dedo em uma panela quente: o cérebro armazena aquela informação juntamente com a emoção da dor, o que no futuro fará a criança lembrar da dor antes mesmo de tocar na panela quente.

Ou seja, as emoções são importantes pois moldam nossos impulsos, que são aquelas atitudes que tomamos sem pensar, como instintos de sobrevivência. Apesar disto, nossas emoções algumas vezes atrapalham nossos julgamentos e nos impedem de agir racionalmente.

Sendo assim, é essencial estabelecer um processo de controle consciente sobre aquelas atitudes e impulsos que são tomados de modo inconsciente no nosso dia a dia. Ou seja, sobre as que não nos beneficiam ou que poderiam ser melhores, seja no trabalho ou em qualquer outro lugar.

Inteligência Emocional: As 05 Habilidades para o sucesso

Daniel Goleman publicou o livro “Inteligencia Emocional” em 1995 e nele é ensinado como o controle das emoções é essencial para o desenvolvimento da inteligência emocional de qualquer pessoa.

Goleman diz que não há loteria genética que defina vitoriosos e fracassados na vida. Existem pontos que determinam o temperamento de cada pessoa e muitos dos circuitos cerebrais da mente humana são maleáveis, podendo ser trabalhados e desenvolvidos

Também é importante ressaltar que a Inteligência Emocional pode ser desenvolvida e aprimorada por qualquer pessoa. Neste assunto, inclusive, é interessante abordarmos a Neuroplasticidade. Trata-se da capacidade que nosso cérebro tem de se adaptar as mudanças, haja vista que o cérebro é moldado com aquilo que se repete, tornando possível o desenvolvimento de nossas habilidades e de novos hábitos.

Para Goleman, a inteligência emocional é a maior responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos, mas, você sabe como pode desenvolver e utilizar essa ferramenta da Inteligência emocional para obter mais sucesso?

A Inteligência Emocional permite controlar as suas emoções e usá-las para atingir seus objetivos. Daniel Goleman descreve as 05 Habilidades necessárias para qualquer ser humano, confira quais são elas:

Entenda do que se trata cada uma:

  • Autoconsciência– é a capacidade de reconhecer as próprias emoções e sentimentos, sua ausência nos deixa a mercê das emoções. Quando aprendemos a reconhece-las podemos controlar melhor nossas vidas;
  • Autogestão– é como lidar com sentimentos de estresse de uma maneira efetiva, para que não atrapalhem no que você esta fazendo. E ao mesmo tempo observar o gatilho e aprender com isso, ter consciência das emoções negativas que nos bloqueiam e poder nos libertar delas através de um processo dirigido pela razão.
  • Automotivação– é a capacidade de dirigir emoções a serviço de um objetivo ou realização pessoal.
  • Empatia– é a capacidade de reconhecer as emoções das outras pessoas, construção de relacionamentos saudáveis e eficazes;
  • Habilidade Social– ao se relacionar com as pessoas também é preciso ter inteligência emocional para ser capaz de solucionar conflitos de maneira confiante, construir relacionamentos produtivos e não se deixar levar pelas emoções em momentos de decisão ou até feedbacks.

Portanto, focando no reconhecimento e na aplicação de cada uma dessas habilidades, podemos sim desenvolver uma Inteligência emocional acima da média, e nos destacarmos onde quer que seja.

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Inteligência Emocional no trabalho, por que é importante?  

Saber reconhecer em si mesmo suas emoções e entender de que forma elas se comportam, tanto em nós, quanto nos outros, pode contribuir para que o profissional administre melhor as adversidades da vida, sabendo lidar com imprevistos que acontecem no dia a dia de uma empresa.

Em um estudo realizado em Harvard, constatou-se que somente 15% dos nossos resultados estão ligados a nível de desenvolvimento técnico, enquanto os outros 85% estão ligados a questões de habilidades e atitudes.

Neste contexto, cabe ressaltar novamente o conceito de Inteligência emocional: ela é a capacidade de reconhecer em si mesmo e no outro as emoções, bem como a interação e o impacto delas na vida de cada um, além de saber como redirecionar cada uma delas para gerar melhores resultados para todos.

Não há nada que uma empresa queira mais do que um colaborador que não tem apenas o conhecimento técnico, mas também um comportamento positivo, motivacional e que perceba os outros, não apenas colegas de trabalho, mas também clientes e fornecedores.

Segundo a SBie, um profissional emocionalmente inteligente tem as seguintes características:

  • Reconhece seus sentimentos e emoções, respeitando seus limites;
  • Respeita e compreende as emoções e os limites das pessoas, enxergando todos como seres humanos;
  • Tem uma visão positiva e otimista em relação ao que acontece;
  • Cultiva a sua motivação interna, e não depende somente dos fatores externos para se manter motivado;
  • Sabe quando e como expressar ou brecar as próprias emoções, agindo sempre com controle emocional;
  • Sabe manter a calma em situações de pressão;
  • Sabe ouvir feedbacks e usar as críticas de forma construtiva para melhorar seu desempenho;
  • Sabe identificar os conflitos e pontos fracos;
  • Sabe reconhecer seu papel dentro da empresa e não depende do reconhecimento externo;
  • Não é extremamente competitivo, pois sabe reconhecer o papel e a importância de cada um;
  • Enxerga os problemas como desafios e sabe encontrar as oportunidades de soluções por trás de cada um;
  • Tem empatia, demonstra interesse pela opinião dos outros e leva em consideração os sentimentos alheios.

A Inteligência Emocional é importante para o sucesso no trabalho e na vida, todavia não é o único fator relevante. Essa noção na verdade é um pouco simplista e enganosa.

Goleman argumenta que, por si só, a inteligência emocional provavelmente não é um forte indicador do desempenho no trabalho. Pelo contrário, ele fornece a base para as competências que são.

Goleman tentou representar essa ideia, fazendo uma distinção entre inteligência emocional e competência emocional. Competência emocional refere-se às habilidades pessoais e sociais que levam ao desempenho superior no mundo do trabalho. “As competências emocionais estão ligadas e baseadas na inteligência emocional. Um certo nível de inteligência emocional é necessário para aprender as competências emocionais.” Por exemplo, a capacidade de reconhecer com precisão o que outra pessoa está sentindo permite desenvolver uma competência específica, como a Influência.

Da mesma forma, as pessoas mais capazes de regular suas emoções terão mais facilidade em desenvolver uma competência como Iniciativa ou Realização. Em última análise, são essas competências sociais e emocionais que precisamos identificar e medir se quisermos ser capazes de prever o desempenho.

Curiosidades

Devemos ter em mente que as habilidades cognitivas e não cognitivas estão muito relacionadas. De fato, há pesquisas sugerindo que habilidades emocionais e sociais realmente ajudam a melhorar o funcionamento cognitivo, ou seja, te tornam mais inteligentes.

Por exemplo, nos famosos “estudos de marshmallow” na Universidade de Stanford, crianças de quatro anos foram convidadas a ficar sozinhas em um quarto com um marshmallow e esperar que um pesquisador retornasse. Disseram-lhes que, se pudessem esperar até o pesquisador voltar antes de comer o marshmallow, poderiam ter dois.

Dez anos depois, os pesquisadores rastrearam as crianças que participaram do estudo. Eles descobriram que as crianças que eram capazes de resistir à tentação tinham uma pontuação total no SAT (exame de admissão nas universidades norte americanas) que era 210 pontos mais alta do que aquelas crianças que eram incapazes de esperar.

#Dica

Se você busca aprender mais o tema, assista nosso Curso sobre a Inteligência Emocional! Deixei um trecho do curso aqui para você conferir:

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De forma inovadora, a CEFIS tem levado conhecimento através da web para milhares de contabilistas. Toda semana elaboramos um novo curso atual e objetivo nas Áreas Contábil, Fiscal e Trabalhista. Os cursos são realizados pelos melhores profissionais do país e após a gravação ficam armazenados para você assistir quando e onde quiser. Saiba mais aqui: www.cefis.com.br

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